Cuidados com os nossos amigos de 4 patas
s animais sempre foram utilizados na vida do Homem, seja como ferramenta, para trabalhos pesados, como meio de transporte ou companhia.
A fisioterapia veterinária ou fisioterapia animal surgiu inicialmente como uma adaptação de técnicas utilizadas na fisioterapia humana utilizadas principalmente em cavalos.
Com os anos, estas técnicas passaram a ser estudadas e utilizadas também em pequenos animais.Atualmente a fisioterapia animal em cães e gatos já está difundida na classe médica, com publicações e trabalhos científicos comprovando a eficácia das suas técnicas, já adaptadas ou especificamente desenvolvidas para estes.

Esta linda menina é a Neftis, é uma gatinha Persa que caiu de uma cómoda e apareceu na clínica veterinária de Santo André mal conseguia andar, seguido pelos tratamentos médicos, passou para os meus cuidados para iniciarmos a fisioterapia de electroestimulação.
O que é a eletroterapia?
A eletroterapia é o uso de correntes elétricas para aliviar a dor ou promover o fortalecimento muscular.
A eletroterapia trabalha na recuperação funcional após a lesão nervosa periférica que está relacionada a fatores intrínsecos e extrínsecos ao sistema nervoso periférico, tais como a gravidade da lesão e a condição dos órgãos-alvo. A atrofia constitui uma das principais alterações do músculo após a lesão nervosa e, uma vez instalada, atua como barreira ao crescimento do axónio* durante a reinervação muscular.

*Axónio - É uma parte do neurônio responsável pela condução dos impulsos elétricos que partem do corpo celular, até outro local mais distante, como um músculo ou outro neurônio.TENS
- Estimulação elétrica transcutânea para alívio de dor.
FES - Estimulo elétrico funcional para fortalecimento muscular.
Lontoforese - a aplicação de alguns medicamentos através de corrente elétrica.
O uso da electroestimulação é rotineiro no campo da fisioterapia e tem o objetivo de minimizar ou impedir a atrofia muscular e, assim, favorecer a recuperação da lesão nervosa periférica.
A lesão nervosa periférica é uma ocorrência comum na prática de clínica de fisioterapia. Em geral, é decorrente de traumas ou de acidentes com objetos penetrantes, por quedas e acidentes industriais.
O comprometimento da transmissão dos impulsos nervosos é uma das consequências desse tipo de lesão nervosa, que conduz a diversas alterações no sistema muscular, tais como atrofia muscular, proliferação do tecido conjuntivo, mudanças na excitabilidade muscular e modificações nas células satélites. A perda do suprimento nervoso promove a diminuição da atividade muscular, que, por sua vez, desencadeia uma resposta adaptativa para a remodelação do tecido muscular, marcada pela degradação das proteínas contráteis do músculo. Como resultado observa-se diminuições da massa muscular, do diâmetro da fibra e da produção de força, as quais, em conjunto, caracterizam a atrofia muscular.
A condição do músculo no momento da reinervação é determinante na recuperação funcional, tendo em vista que o músculo atrofiado atua como barreira ao crescimento axonal e impede que o desenvolvimento e a maturação axonal ocorram.

Nesta primeira imagem, temos então a nossa Neftis, que derivado à queda mencionada a cima, ficou com atrofia muscular e juntamente com os donos decidimos começar a fazer a fisioterapia por electroestimulação.

Neste caso da Néftis utilizamos a 'TENS' para a coluna cervical e anca e a 'FES' para a as coxas e cauda.
Cinesioterapia:
São alongamentos e exercícios terapêuticos. Essenciais no processo de reabilitação, as técnicas são adaptadas para a fisioterapia veterinária. Os exercícios podem ser ativos, quando o animal executa o movimento, ativos assistidos ou até mesmo passivos, quando o fisioterapeuta faz o movimento. É amplamente te usado em animais com problemas ortopédicos e neurológicos, sendo que podemos usar bolas, pranchas, pistas, cones e outros acessórios para nos ajudar nos exercícios.No fim de casa sessão de fisioterapia, procedemos a uma massagem para relaxamento dos músculos e bem-estar do animal.
A electroestimulação é indicada principalmente para:
Por fim deixo vos com um vídeo da Néftis, facilitado pela dona, a mostrar o antes e o depois da fisioterapia de electroestimulação.
Muitas são as opiniões no que diz respeito à compra ou adopção de animais de estimação. A aquisição de um PET seja ele cão, gato ou de outra espécie, exige um grande sentido de responsabilidade. A longevidade de um animal de estimação pode ser de cerca de 5 anos no caso dos coelhos ou até 20 anos no caso de alguns gatos. Por este motivo a decisão terá que ser tomada em consciência e nunca de forma caprichosa ou impulsiva.
Na minha vida profissional e enquanto médica veterinária sou questionada regularmente sobre este assunto.

Drª, acha que devo comprar ou adoptar um novo membro para minha casa?
A minha opinião é muito particular, pois muitas vezes ouço dizer "jamais daria dinheiro por um cão, com tantos animais abandonados".Efectivamente a adopção de um animal deveria ser a prioridade. No entanto, existem muitas pessoas que pretendem escolher um animal de estimação de acordo com determinadas características que se coadunam com a personalidade, com o modo de vida, a disponibilidade, o espaço, a presença de crianças, a existência de determinadas doenças de alguns membros da família, etc.
Muitas vezes, quando a aquisição é menos bem equacionada, surgem dissabores. Pois pretendiam que aquele animal em particular tivesse outras características. Por exemplo: ser mais meigo, mais independente, mais calmo, com menos pêlo, de menor porte, menos barulhento, enfim, um vasto leque de razões que acabam por diminuir a afinidade de um tutor com o seu PET.
Na base do amor e da partilha está sempre uma empatia inicial e uma afinidade, seja com as pessoas ou com os animais. É com esta base é que devemos construir uma relação duradoura e com muito amor com os nossos PETS.Deste modo, louvo aqueles que adoptam, e que o fazem em consciência, resgatando um animal que tanto necessita de carinho e cuidado. Admiro também aqueles que compram e despendem de quantias grandes para ter um animal com o qual se identificam.
Ao longo de 20 anos de profissão, a minha percepção baseia-se na base de uma relação duradoura com muito amor e partilha entre tutor e PET. Neste contexto, está sempre uma escolha inicial bem definida e consciente.
O gosto e o amor por algo vão-se construído ao longo do tempo. É na cumplicidade, companheirismo e complience que se vão fortalecendo os laços entre tutores e PETS, a ponto de se transformarem em membros da família, deixando de ser PETS para serem filho, irmão, etc.

O seu animal tem as vacinas em dia?
Sabia que pelo facto do seu animal estar sempre em casa e não contactar com outros animais, essa condição não é suficiente para lhe conferir protecção contra doenças infecto-contagiosas?Nós, enquanto donos, podemos ser portadores de vírus e bactérias que lhe podem causar doenças. Basta imaginar a quantidade de microrganismos que podemos trazer connosco nas solas dos sapatos! E se se trata de um animal muito jovem ou já idoso, ainda se torna mais importante a prevenção, pois a sua imunidade poderá estar comprometida.Doenças como a Parvovirose e a Panleucopénia, que afectam cães e gatos (respectivamente) são extremamente graves e podem prevenir- se com um gesto tão simples como vacinar.Se gosta do seu animal e se se preocupa realmente com ele, não arrisque,
VACINE!
O que é a terapia a laser?
R: Terapia com laser é o uso de comprimentos de onda específicos de luz (vermelha e infravermelha) para criar efeitos terapêuticos. Estes efeitos incluem:A cicatrização;A redução da dor;O aumento da circulação;E a diminuição do inchaço.A terapia a laser tem sido amplamente utilizado na Europa por fisioterapeutas, enfermeiros e médicos.

Esta eficácia foi demonstrada cientificamente?
R: Sim. Existem milhares de estudos publicados que demonstrem a eficácia clínica da terapia a laser. Entre estes, há mais de cem, estudos científicos rigorosamente controlados que documentam a eficácia da terapia com laser para muitas condições clínicas.
Todos os laser terapêuticos são a mesma coisa?
R: Não. As duas classes de laser terapêutico de uso comum são de classe III e classe IV. Lasers terapêuticos da Classe III têm potências inferiores e utilizam comprimentos de onda mais curtos. Lasers terapêuticos da Classe IV são de maior potência e utilizam comprimentos de onda mais longos.
Quais os efeitos celulares na terapia a laser?
R: Durante a terapia com laser a luz infravermelha do laser interage com os tecidos ao nível celular, e aumenta a atividade do metabolismo dentro da célula, melhorando o transporte de nutrientes através da membrana celular. Isto inicia o aumento da produção de energia celular (ATP), que conduz a uma cascata de efeitos benéficos, o aumento da função celular e de saúde.

Quais os efeitos terapêuticos do laser?
R: Durante cada tratamento indolor, a energia do laser aumenta a circulação, tirando água, oxigênio e nutrientes para a área danificada. Isto cria um ambiente de cicatrização ótimo que reduz a inflamação, o inchaço, espasmos musculares, rigidez e dor.
Quais os efeitos secundários?
R: Foram muito poucos os efeitos colaterais que já foram relatados. Ocasionalmente, algumas lesões antigas ou síndromes dolorosos podem sentir-se agravados por alguns dias, mas a resposta de cura é mais ativa após o tratamento.
Vários estudos mostram que a laser terapia pode ajudar com:
-osteoartrite
-dor nas articulações
-tendinopatias-
edemas de congestão
-entorses e ligamentos
-tensões musculares
-feridas
-lesão pós-traumático
-dor no pós-operatório
-pescoço e dor nas costas
-displasias-queimaduras
-doenças crónicas
-reabilitação
-recuperação de cirurgia ortopédica
Dói?
R: Há pouca ou nenhuma sensação durante o tratamento. Ocasionalmente, o paciente pode sentir um leve calor relaxante ou formigueiro. Áreas doridas ou inflamadas podem ficar momentaneamente sensíveis antes da redução da dor.

Quanto tempo cada tratamento?
R: O tempo de tratamento geralmente vai de 3 a 8 minutos, dependendo do tamanho da área a ser tratada.
Pode ser utilizado em conjunto com outras formas de tratamento?
R: Sim! Terapia a laser é usado frequentemente com outras formas de terapia, incluindo fisioterapia, quiroprática, massagem, mobilização de tecidos moles, eletroterapia e após a cirurgia.Outras modalidades de tratamento são complementares e podem ser utilizados com o laser para aumentar a eficácia do tratamento.
Existem restrições para não usar laser terapêutico em um animal de estimação?
R: Não, apenas não poderemos usar o Laser terapêutico em áreas de sangramento ativo ou sobre os olhos, testículos, tumores, gravidez, ou placas de crescimento dos ossos.
Pontos a aplicar a laser terapia:

Se acha que este tipo de tratamento poderá a vir ser necessário para o seu amigo de 4 patas, não hesite em passar na nossa clínica veterinária de Santo André, pedir a opinião a uma médica veterinária.
LEISHMANIOSE - DICAS, DÚVIDAS e ALERTAS
A leishmaniose é uma doença causada por um parasita - leishmânia- transmitido através de um inseto "flebótomo" que é semelhante a um mosquito. Esta doença é apenas transmitida por este tipo de insecto (apenas pelas fêmeas do flebótomo) e não por qualquer um. No entanto existem estudo científicos recentes que comprovam que a leishmaniose também pode ser transmitida por carraças.Na europa existem cerca de 2,5 milhões de cães infectados com esta doença.

DÚVIDAS:
ESTA DOENÇA TEM CURA?Não, esta doença não tem cura. Existe actualmente vários protocolos terapêuticos que podem ser mais ou menos eficazes, dependendo do grau de infeção do animal e também do grau de competência do seu sistema imunitário. Normalmente os animais infectados necessitam de uma terapêutica para a vida, com períodos de agudização da doença na maioria dos casos. No entanto casos existem, em que o animal supera todos os sintomas clínicos, apesar de persistir infectado.
O MEU CÃO COM LEISHMANIOSE PODE TRANSMITIR-ME A DOENÇA?
Não, os animais infetados não transmitem a doença directamente. No entanto esta doença é uma zoonose, o que significa que é comum aos animais e ao ser humano.Em Portugal são notificados todos os anos centenas de novos casos em adultos e crianças. É uma doença de declaração obrigatória. A Incúria dos tutores dos animais com leishmaniose que se recusam a fazer tratamento ou que o fazem de forma temporária , estão em grande escala a contribuir para que o reservatório dos animais com esta doença aumente exponencialmente. Desta forma o risco é acrescido para quem convive de perto com estes animais. A forma de transmissão desta doença necessita sempre de um vector, flebótomo. Portanto directamente um animal nunca pode transmitir a doença, ainda que acidentalmente contacte com sangue dele.
QUAL A FORMA MAIS EFICAZ DE PREVENIR ESTA DOENÇA?
A forma mais eficaz é o sinergismo de vários procedimentos. Ou seja, deve vacinar o seu pet e associar um produto de repelência. Atualmente existem 2 tipos de vacinas para esta doença, no entanto estas vacinas (parasitárias) não tem a mesma eficácia que as vacinas víricas.Por este motivo devemos associar sempre um produto que promova a repelência de insectos. Estes produtos existem em forma de pipeta e coleiras.Existe ainda uma outra forma de prevenção que é um fármaco que estimula o sistema imunitário " Leisguard".

QUALQUER PIPETA SERVE PARA FAZER A REPELENCIA DESTE TIPO DE INSECTO?
Não, apenas as pipetas que tenham na sua composição piretrinas é que fazem a repelência. Facilmente os tutores são induzidos em erro em relação á aplicação das pipetas achando que qualquer marca serve para este fim. Para além de serem poucas as marcas que de facto fazem repelência, a sua eficácia efetiva para este fim é muito mais curto do que para a prevenção das carraças e pulgas. Os tutores dos animais colocam as pipetas normalmente com o intervalo de 4 semanas, quando a maioria das pipetas necessita ser colocada de 3-3 semanas para a repelência dos insectos.
A COLEIRA É EFICAZ PARA IMPEDIR QUE OS INSETOS PIQUEM?
Actualmente as coleiras que estão aprovadas para fazer repelência são a " sacalibor" e a "seresto",tendo esta ultima mais tempo de vida útil.
A VACINA DA LEISHMANIOSE PODE SER ADMINISTRADA A QUALQUER CÃO?
Não.Não, pode ser administrada a fêmeas gestantes e lactantes e a cachorros com menos de 6 meses.Para ser administrado a qualquer cão é necessário realizar um teste de sangue prévio de modo que garanta que o referido animal não está infectado. O teste de sangue que nos indica os níveis de anticorpos, (teste diagnóstico quantitativo), ou apenas se tem ou não a doença (teste de diagnóstico qualitativo), pode ser realizado apenas como despiste da doença.
CASO NÃO QUEIRA DAR A VACINA AO MEU PET POSSO FAZER O DESPISTE DA DOENÇA?
Sim claro, pode e deve fazer o despiste ainda que não tenha a intenção de o vacinar.Neste caso está a fazer um despiste da doença, ou um diagnóstico precoce. Pois neste tipo de doença, o diagnóstico atempado e o início da terapêutica ainda numa fase inicial faz toda a diferença, na longevidade e qualidade de vida do animal.
SE O MEU CÃO FICAR INFECTADO, OS SINTOMAS SÃO LOGO VISIVEIS?
Não, neste tipo de doença leva a alguns meses até que o animal venha a manifestar os sintomas. Existem relatos de animais que desenvolvem os sintomas meses e até anos mais tarde, em relação ao contágio inicial. Estes estudos são feitos em animais que se deslocam de um país endémico para outro onde não existe leishmaniose.
ESTA DOENÇA PODE MATAR O MEU PET?
Sim, esta doença provoca uma série de alterações que a maior parte das vezes culmina com a morte do animal.No entanto quando esta doença se manifesta mais como " Leishmaniose cutânea", ou seja os sintomas da doença são mais a nível da pele, por vezes os órgãos internos ficam menos afectados, estes animais tem uma longevidade maior, versos os animais que tem uma Leishmaniose visceral.A Leishmaniose visceral afecta os órgãos internos (insuficiência renal, hepática, esplenomegalia, anemia etc), os animais apresentam-se sem sintomas exteriores, mas com uma qualidade de vida muito menor e normalmente com uma longevidade muito curta. No entanto um animal apresenta muito maior risco em termos de saúde pública tendo uma leishmaniose cutânea do se tiver uma leishmaniose visceral. Pois a forma de propagação da doença é muito mais fácil.
DICAS
- Vacinar o seu pet
- Evitar passeio pela manhã e ao anoitecer (altura do dia em que existe maior risco)
- Evitar passeios junto de zonas onde existam águas estagnadas.
- Usar um produto externo de repelência adequado respeitando rigorosamente o tempo de vida útil para a repelência de insetos.
- Antes de sair de casa para passear o seu pet, passar pelo corpo toalhitas apropriadas que promovem repelência de insectos.
- Administração de medicamentos que reduzem o risco de contrair Leishmaniose a partir dos 2 meses de idade.
- Assegurar um bom estado de saúde do animal, reforçando o seu sistema imunitário (através de uma boa alimentação, vacinação e desparasitação)
- Caso se desloque para regiões endémicas, reforçar a prevenção com produtos externos (pipetas ou coleiras) de aplicação recente.
- Quando do regresso de uma região endémica, administração de medicamentos que reforcem o sistema imunitário.- Se o seu pet não é vacinado, fazer o despiste da doença anualmente.
-Caso o seu pet esteja infectado com Leishmaniose, fazer a titulação de anticorpos de forma regular, para assegurar que a doença esta controlada.
-Caso o seu pet necessite ser medicado para esta doença, siga as indicações médicas do seu médico veterinário, evitando assim que o seu cão seja um foco de infecção para outros animais.

ALERTAS:
Lembre-se que a Leishmaniose é uma doença grave que pode conduzir á morte do seu animal. Um cão com uma leishmaniose não controlada é um foco de infecção para toda uma população (animais e pessoas).Atualmente a vacina da Leishmaniose é uma das vacinas que faz mais sentido, no programa de vacinação de um cão. Lembre-se se o seu cão contrair a doença, em termos económicos os gastos são muito maiores do que se optar pela prevenção.
Um cão com leishmaniose apresenta uma morbilidade muito elevada, e como tal uma qualidade de vida muito reduzida.
O controlo desta doença passa pela prevenção.
Informe-se connosco para que possamos apresentar-lhe a melhor forma de prevenção.
Alimentação seca ou húmida: Qual a melhor para o seu amigo de quatro patas?

Precisa de decidir sobre um alimento para o seu animal de estimação, mas o que escolher? Cordeiro,pato, frango ou salmão? Com ou sem cereais? Húmidos ou secos? Hoje em dia existem inúmeras opções no mercado que pode parecer confuso, mas não é tão complicado quanto parece.
Algumas pessoas decidem com base na experiência anterior com animais de estimação, alguns baseiam a sua decisão na opinião dos amigos, outros nos conselhos do criador e outros ainda nas recomendações do médico veterinário.E depois há a influência de centenas de anúncios de televisão e revistas, cada um dos quais afirmando ser o de melhor qualidade. Então o que escolher, dentro das variadíssimas opções?Vamos esmiuçar esta questão para que possa tomar uma decisão informada e consciente relativamente à escolha de uma alimentação para o seu cão.
ALIMENTAÇÃO HÚMIDA - PRÓS E CONTRAS

Nem todos os cães bebem a quantidade de água que deveriam. Alimentos húmidos podem ser uma boa fonte de hidratação, se o seu animal é do tipo que não bebe a quantidade adequada de água. E depois há as considerações de saúde que podem tornar os alimentos húmidos uma opção prática. Animais mais velhos que perderam alguns dos seus sentidos olfactivos podem apreciar mais comer um alimento que tem um aroma rico e sabor, tais como alimentos húmidos.Esta é também uma boa alternativa para quando um animal está doente e não pode cheirar tão bem ou quando está com "apetite caprichoso". Isto irá assegurar que eles irão receber as proteínas, vitaminas e minerais de que necessitam para manter sua saúde. Alimentos húmidos são uma boa opção também para cães com falta de dentes, mandíbulas mal alinhadas, ou bocas menores.
Há vários inconvenientes para o alimento húmido. Alguns cães mais trapalhões, fazem muita sujidade ao comer alimentação húmida e aqueles com uma predisposição para desenvolver problemas dentários, tártaro e mau hálito terão de ter um acompanhamento odontológico mais atento. A alimentação húmida, uma vez aberta, perde imediatamente o prazo de validade que tinha. Precisa ser fechada e refrigerada e consumida rapidamente antes que se estrague. Em alguns casos, os alimentos húmidos são mais caros que os secos. Dependendo da qualidade da comida (e você vai querer escolher o melhor alimento de qualidade) o alimento húmido pode ser mais caro do que o alimento seco, e deve ser comprado em pequenas quantidades de cada vez.
ALIMENTAÇÃO SECA - PRÓS E CONTRAS
O tipo mais conveniente de alimentos, para o armazenamento e para a alimentação, é alimentação seca. A comida pode ser deixada de fora para o animal de estimação comer ao seu próprio ritmo, sem medo de deterioração. Na verdade, muitos donos de animais apreciam a conveniência de encher uma tigela com comida suficiente para alimentar o animal de estimação para o dia inteiro.Os alimentos podem ser deixados de fora por horas, sem haver o perigo de estragar. Os alimentos secos são mais fáceis de armazenar - uma grande caixa de plástico com uma tampa apertada/hermética é geralmente suficiente para manter os alimentos frescos e seguro contra insectos e roedores (e de animais de estimação) - e é mais economicamente rentável quando se tem vários animais de estimação.Alimentação seca também pode ser utilizada como uma recompensa eficaz no treino de educação e como um suplemento de saúde dentária. Alguns alimentos secos são especialmente formulados e possuem formatos que, aquando do movimento de mastigação, auxiliam na limpeza dos dentes.Já existem no mercado alimentações especificas para o efeito.Obviamente que os alimentos secos não oferecem tanta água como alimentos húmidos, algo que se torna mais importante à medida que um animal envelhece,também muitíssimo importante quando um animal está doente e em climas secos e quentes. Nesses casos, uma dieta alimentar seca pode ser mais prático.
Basicamente, qualquer uma destas opções deve satisfazer as exigências nutricionais do seu animal de estimação desde que sejam bem equilibradas e feitas com ingredientes de qualidade. É apenas uma questão de qual será melhor para o seu animal de estimação, a longo prazo e que se adequa ao seu estilo de vida.Outra opção é escolher húmida e seca; misturá-las juntas na mesma taça ou dando a comida húmida como uma recompensa ocasional. Fale com o seu veterinário, se tiver alguma preocupação, uma vez que pode haver considerações específicas para a raça do seu cão ou idade.

É uma síndrome neuro-degenerativa que afecta animais idosos e caracteriza-se por défices na aprendizagem e na memória, desorientação e alterações nas interacções sociais e nos padrões de sono. Existe uma prevalência de 14-22% em cães com mais de 8 anos de idade e em gatos entre 11-14 anos esta prevalência é de 28%. Em animais com mais de 15 anos a prevalência é de até 50%.
Que sintomas podemos detectar nestes pacientes?

Alterações na interacção social:
- menor comportamento de saudação
- não procura a atenção dos donos
- não reconhece os elementos da familia
- não brinca com o dono ou os outros animais
- diminui a capacidade de resposta a estímulos
- agressividade
Alteração do padrão do sono
- caminha, ladra ou gane durante a noite
Desorientação
- perde-se em locais familiares
- nao consegue sair de locais estreitos
- coloca-se no lado errado das portas
- fixa o olhar no horizonte
- vagueia sem rumo
Alteração no comportamento em casa:
- eliminações inadequadas em casa
- esquece ordens conhecidas
Diagnóstico:
O diagnóstico é feito baseado na história e sinais clínicos, sendo necessário descartar doenças metabólicas e/ou doenças estruturais, realizar hemograma e urianálise, radiografia torácica e ecografia abdominal.
Tratamento:
Para além do tratamento farmacológico deve-se apostar na terapia ambiental. É fundamental que os proprietários adaptem o ambiente onde o cão vive á nova etapa pela qual está a passar, com absoluta compreensão, facilitando a sua adaptação à casa (tal como foi feito na etapa de cachorro):- maneio nutricional: incorporar na dieta antioxidantes, co-factores mitocondriais, ácidos gordos como o Ómega 3. Recorrer a dietas específicas;- aumentar a frequência de saídas para aumentar o exercicio e evitar problemas de eliminação inadequada (urinar em casa).- não aplicar castigos nem exigir a realização de comportamentos que antes realizava com normalidade- não deixar em ambiente escuro durante a noite se sente ansiedade- proporcionar aos cães uma rotina- aumentar os locais de descanso- facilitar rampas, evitar alterações de mobiliário- disponibilizar esquemas de exercício e rotinas

Prevenção:
Podemos prevenir precocemente o desenvolvimento dos sintomas da disfunção cognitiva ao prevenir os problemas neurológicos relacionados com o envelhecimento nos nossos animais:- utilizando dietas de gama alta ricas em antioxidantes- manter um nível razoável de actividade e exercício para evitar o sedentarismo- realizar check-ups veterinários frequentes- manter um ambiente em casa tranquilo e adequado à idade dos animais, uma vez que a falta de compreensão por parte dos donos pode gerar neles estados de ansiedade que pioram a sua condição
O COMPROMISSO DOS PROPRIETÁRIOS É CRUCIAL PARA PODER MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA DESTES CÃES

Existe uma grande variedade de parasitas que podem afetar de forma significativa a saúde do nosso animal de companhia .Quando não tomarmos as precauções necessárias ,as parasitoses podem ser transmitidas aos seres humanos. A seguinte foto parece-vos familiar?

Cachorro com hiperparasitismo
Como pode o cão/ gato ficar infectado?
- A infestação do animal pode ocorrer via oral pela ingestão de ovos, através da via galactogénica em que há ingestão de leite materno parasitado ou através da placenta (via placentária), ou via transcutânea através da pele.
Os ovos ou larvas imaturas dos parasitas atingem o estado adulto no sistema digestivo do cão ou do gato, onde se alimentam, reproduzem e libertam ovos que são eliminados nas fezes.Como sei se o meu cão/gato tem endoparasitas?
Sintomatologia comum :
- perda de apetite, perda de peso, fezes diarreicas, fezes com sangue, obstipação, eliminação de parasitas nas fezes ou no vómito, sinais de pneumonia, distensão abdominal ou prurido anal.
Quando devo desparasitar o meu animal de estimação?
- A desparasitação interna deve ser efectuada de forma sistemática e regular, de acordo com a rotina definida pelo médico veterinário.

Por norma, o plano de desparasitação dos cachorros e gatinhos é o seguinte:
-A partir dos 15 dias de idade deverá ser feita de 15-15 dias até aos 2 meses-depois mensal até aos 6 meses
- A partir dos 6 meses de idade a desparasitação deve ser efectuada uma, duas ou três vezes por ano, dependendo do ambiente onde o animal se encontra.
No caso das cadelas e gatas gestantes :

- As fêmeas gestantes devem ser desparasitadas a partir do 1º mês de gestação. Após o parto, devem ser desparasitadas na mesma altura que as crias.
Todos os animais adquiridos recentemente devem ser de imediato desparasitados.Se houver mais animais na casa, estes também devem ser desparasitados para evitar contágios
Que desparasitante devo usar?
- Para escolher o desparasitante mais eficaz para controlar a infestação do seu pet ,podemos realizar um exame coprológico para identificação de parasitas nas fezes e contagem de ovos. Só assim é possível saber se o animal está ou não parasitado, identificar os parasitas e escolher o fármaco mais eficiente para controlar essa infestação.Existem diversos desparasitantes no mercado,usualmente caracterizados por um largo espectro de ação. A dose a administrar deve ser adaptada de acordo com o peso do animal.Os desparasitantes apresentam-se sob a forma de comprimidos, pasta, spot-on ou injectáveis .
Os desparasitantes em spot on proporcionam uma desparasitação contínua ao longo de um mês ,enquanto as restantes formas de desparasitação conferem uma desinfestação momentânea, interrompendo o ciclo do desenvolvimento do parasita cada vez que se repete a administração.
Quais os parasitas que podem infestar com mais frequência o cão e o gato?
Os endoparasitas responsáveis pelas infestações dos nossos animais classificam-se em diferentes classes :
-Nemátodes e Céstodes
Nemátodes:
-São conhecidos por formarem um grupo conhecido popularmente por vermes redondos (lombrigas)-Possuem corpo não segmentado e revestido de cutícula resistente e quitinosa. O seu corpo cilíndrico, alongado e não segmentado exibe simetria bilateral.
Os nossos animais de companhia são infestados com maior incidência por :



Céstodes:
-São conhecidos por vermes de corpo achatado multisegmentado, genericamente designados Ténias. Possuem uma cabeça arredondada (escólex) que permite ao verme a sua fixação à mucosa intestinal dos animais parasitados por meio de ganchos e/ou ventosas altamente musculadas.
Os nossos animais de companhia são infestados com maior incidência por :
Echinococus

Ténias

Dipylidium

A desparasitação interna é um procedimento extremamente simples, requer apenas a criação de rotinas pelo bem estar do seu animal e da sua família.

A Medicina Veterinária é uma área científica que apresenta uma multiplicidade de actividades clássicas, que vão desde:
- A Clínica de animais de pequeno e grande porte, aos exóticos;
- A Cirurgia;
- A Sanidade do animal;
- Inspecção Sanitária dos animais e dos alimentos;
- Tecnologia dos Produtos de Origem Animal;
- A Segurança Alimentar
- Produção Animal.
São auxiliares com formação, tanto prática como teórica que, supervisionada pelo médico veterinário que habitualmente acompanha o caso e possuindo um conhecimento predominantemente empírico, que resulta o trabalho técnico do mesmo.
A presença de um profissional com formação técnica, particularmente vocacionado para auxiliar e coadjuvar médicos e enfermeiros veterinários na administração de cuidados de saúde e bem-estar animal, é um passo importante para a dignificação do acto médico veterinário.
A sua importância, numa área técnica, perfeitamente definida, é relevante em funções como o atendimento especializado em clínicas veterinárias, o apoio, a preparação, a limpeza das instalações e assepsia dos animais antes e depois da realização de actos cirúrgicos na clínica veterinária.
O conhecimento em áreas associadas à higiene, segurança e nutrição animal de forma a permitir o esclarecimento do dono sobre produtos e materiais utilizados em veterinária, a organização de defesa e bem-estar animal, entre outras, é também o dever de um auxiliar/enfermeiro.
Um auxiliar/enfermeiro acaba por ser uma grande ajuda para o médico.
Em consultas é o auxiliar/enfermeiro que vê o que faz falta a nível de antibióticos, anti-inflamatórios, vacinas e afins, ou seja, com tanto manuseamento deste tipo de material médico é também dada uma formação e nós sabemos com que tipo de material podemos trabalhar, para que serve, qual o princípio activo.
Nós somos também convidados para palestras e formações constantes para o mais saber, e até para quando saem novos artigos na área estarmos aptos a saber trabalhar com eles e passar a mensagem certa ao cliente que necessita do mesmo.
No caso dos auxiliares de veterinário, existem cursos técnicos certificados compostos por aulas teóricas e práticas para no fim exercer uma profissão.
Estes cursos têm aulas práticas dadas por médicos veterinários em que normalmente é falado vários temas como:
- A origem biológica e a sua classificação;
- Observação e cuidados do paciente;
- Aspectos éticos nos auxiliares;
- Doenças e zoonoses;
- Ajuda em processos cirúrgicos e consultas;
- Implementação do auxiliar em tratamentos e internamentos.

Nesta primeira foto, estou com a Dr.ª Sara Fiorenzo no internamento a fazer a tricotomia e a preparação pré-cirúrgica.

Nesta segunda foto já estou a fazer a assepsia para uma cirurgia de esterilização.
Tudo isto são processos extremamente necessários e que ajudam bastante o médico veterinário a acelerar e a confirmar que os processos cirúrgicos e não só correm nos conformes.
Uma boa auxiliar/enfermeira sabe como funcionam os processos e como intervir em caso de urgência.
Neste caso da clínica veterinária de Santo André, estão destinadas às auxiliares fazer os tratamentos, laser terapias e electro-estimulação.
Para que este serviço seja feito de forma consistente e seguro, temos formação, trabalhamos e estudamos muito para garantir a qualidade do serviço, e para que o dono do animal em questão sair satisfeito e sentir-se seguro no tratamento em relação ao animal.
Mais uma vez lembro que estes tratamentos são supervisionados por médicos veterinários e em caso de dúvida ou necessidade temos sempre um médico connosco para esclarecer na hora, para que tudo corra sempre pelo melhor.

Este é o Cacau, quando chegou estava muito mal mas com a ajuda da doutora Luísa ele ficou um espetáculo e pelo sorriso dele parece que gostou da ajuda que eu dei nas consultas não?

O Kaiser veio para uma cirurgia e passou a tarde na nossa companhia.Foi tão gentil e trateio-o tão bem que assim que lhe vestimos o fato até pediu uma fotografia!
E lembrem-se, acima de tudo, quando fazemos o que mais gostamos nunca mais temos que trabalhar na vida!
A medicina preventiva é a melhor forma de aumentar a longevidade e a qualidade de vida do seu animal de estimação.Por vezes questionamo-nos o porquê de o fazer todos os anos ou de 6-6 meses, ou faze-lo com idades de 2, 3 ou 4 anos de idade. Mas temos que ter em consideração vários fatores: O envelhecimento dos nossos animais processa-se muito mais rápido do que na espécie humanaPorque para fazer uma deteção precoce de determinadas patologias tem de ser realizados exames clínicos.Porque as ocorrências anómalas do estado de saúde ficam impercetíveis muito mais tempo. (Pois eles não falam!)Porque os hábitos a alimentação o clima a poluição e muitos outros fatores ambientais influenciam cada vez mais de forma nociva a saúde dos seres vivos.
Em que consiste um check-up?O check-up é um exame clinico detalhado, onde é realizado um exame oftalmológico, otológico, condição corporal, avaliação osteoarticular, exame dentário, orientação nutricional e comportamental. Associado a meios complementares de diagnóstico, tais como: Rx, ecografia, análises sanguíneas, E.C.G., ecocardiograma etc.Muitas vezes os tutores ficam na dúvida sobre a necessidade de o fazer, ou quando fazer, e se haverá necessidade de tantos exames, para um animal que aparentemente está saudável.Todas estas dúvidas são racionais do ponto de vista do tutor, quando olha para o seu pet saudável. No entanto não nos podemos esquecer, que para que haja uma deteção precoce de anomalias têm que ser realizados check-up com exames de diagnósticos.-Existem alterações que apenas são detetadas e posteriormente corrigidas com análises sanguíneas.-As análises realizadas num estado de vida em que o animal é saudável, permite obter resultados que posteriormente servirão de termo de comparação com análises futuras e ajudar no diagnóstico.-Os animais de porte grande ou gigante envelhecem a um ritmo muito rápido. Nestes casos os check-up tem que se iniciar numa fase precoce da vida deles. Um cão de porte gigante, normalmente tem uma longevidade de cerca de 8 anos, um cão de porte grande é de cerca de 12 anos. Um check-up para um animal de estimação em regra não tem uma idade definida para se iniciar.-Existem raças, que geneticamente já tem predisposição para determinadas patologias.-Nos exames complementares diagnósticos encontram-se sinais precoces de alterações que podem ser corrigidos ou mesmo evitar procedimentos que levem à manifestação da doença.-Pode também ser detetado portadores de doença. Neste caso é crucial para estarmos atentas à evolução no próprio animal ou mesmo para outros quando são transmissíveis.- O custo monetário para corrigir alterações precoces é sempre muito menor do que tratar uma doença já instalada e avançada.

Acima de tudo porque nós temos animais. E se os temos é porque gostamos. Compete-nos a nós proporciona-lhe bem-estar e qualidade de vida. Essa qualidade de vida que nós lhes damos, com toda a certeza irão retribuir em dobro. É típico dos nossos animais brindarem-nos com afeto, amor e lealdade sem igual. Como tutores de seres indefesos temos a obrigação mural e ética de zelarmos pela qualidade de vida dos nossos amigos.Para corrigir e evitar doenças graves aconselhamos que o seu pet na idade adulta realize um check-up no mínimo uma vez no ano.
Atualmente onde são detetadas a maior % de anomalias, são nos exames de rotina pré- cirúrgicos. Esta % revela, exatamente que apenas procurando é que se encontra as alterações.
A clinica veterinária Santo André desenvolveu um programa de check-up para animais adultos ( cão e gato) , que permite fazer uma avaliação abrangente do estado de saúde do seu pet.
Quero marcar um check-up ao meu pet. O que devo fazer?
Se deseja faze-lo e tem dúvidas, fale connosco. Somos uma equipa multidisciplinar e termos todo o prazer e clarificar as suas dúvidas.





- Sabia que o diagnóstico precoce de patologia renal pode fazer a diferença ?
- Como quer ver o seu gato envelhecer?
- Características da doença renal:
Uma grande variedade de processos infecciosos, inflamatórios e de envelhecimento dão origem a problemas renais nos cães e nos gatos.À medida que a função renal diminui, a capacidade do organismo equilibrar os fluidos e os nutrientes fica comprometida. Os sinais clínicos e o reconhecimento da diminuição da função renal só se tornam evidente quando mais de dois terços da função renal está comprometida.
- Sinais clínicos:
Durante a fase inicial da doença os animais exibem poucos ou nenhuns sinais clínicos, devido à habilidade dos rins para compensar a disfunção.A realização de análises periódicas permite ao seu médico veterinário detetar patologias numa fase precoce.A abordagem adequada e atempada poderá retardar a progressão da doença.À medida que a disfunção progride ,começam a surgir sintomas como:- Aumento de ingestão de água (polidipsia) e aumento de produção de urina (poliuria)numa tentativa dos rins eliminarem os produtos de excreção.
Mais tarde, no decurso da doença, surgem:
- Vómitos,- Falta de apetite e perda de peso- Desidratação- Fraqueza, depressão,- Convulsões e hemorragias
Exames diagnóstico:
-Análises sanguíneas -bioquímicas renais para medição de níveis de creatinina, ureia e fósforo-Urianálise completa-Rx abdominal-Ecografia-Biópsia renal- Opções de tratamento e objectivos
Apesar de muitos tipos de doenças renais não poderem ser tratadas especificamente ou curadas, existem várias abordagens terapêuticas para minimizar a progressão da sintomatologia clínica:
- Alimentação: Com uma dieta específica,hipoproteica, especialmente formulada para os problemas renais ,podemos compensar parcialmente as alterações minerais e electrolíticas que ocorrem na insuficiência renal (IR);
Tratamento médico
-O tratamento é direcionado para:- Controlar os sintomas de vómitos, diminuição de apetite, hipertensão, anemia ou alterações minerais.-Correção de desiquilibrios electrolíticos-Os casos mais graves de IR requerem hospitalização de administração de fluidos.
- Qual é a esperança de vida para o meu animal de estimação?
O prognóstico para animais com insuficiência renal (IR) varia com o estado de evolução da doença, tipo de doença e resposta ao tratamento.Em muitos gatos e em alguns cães com IR o maneio médico tem sucesso por alguns anos, antes de se verificar a deterioração do estado clínico. Em outros casos a doença é diagnosticada no estado de evolução já avançada e observa-se um declínio rápido semanas a meses após o diagnóstico.É aconselhado o acompanhamento regular pelo médico veterinário, através de análises sanguíneas para monitorizar a resposta ao tratamento e evolução da doença- Patofisiologia
A doença renal crónica caracteriza-se por uma perda irreversível e progressiva da função renal.
Sintomatologia:
A recuperação total da função renal torna-se impossível. É, no entanto, possível manter a evolução da doença sob controlo com um tratamento adequado prescrito pelo médico veterinário. Uma das medidas mais importantes do plano terapêutico da DRC é a prescrição de uma dieta adequada às necessidades do animal.Como podemos reconhecer a doença renal crónica?- Diagnóstico:
Para o diagnóstico definitivo da doença renal é necessária, para além do exame físico do animal, a realização de análises sanguíneas (medição de alguns parâmetros da função renal como a ureia e creatinina) e a análise da urina. Para identificar a(s) causa(s) da DRC, podem ser necessários exames de diagnóstico complementares como, por exemplo, a ecografia abdominal, a radiografia abdominal e a biópsia renal.TratamentoO animal responderá melhor ao tratamento se a doença renal for diagnosticada nas fases iniciais. É por esta razão que é aconselhável fazer regularmente análises sanguíneas, que poderão ser feitas, por exemplo, na mesma altura da vacinação anual. Deverá aconselhar-se com o médico veterinário relativamente à periodicidade de realização deste controlo analítico da função renal.Apesar da perda da função renal na DRC ser irreversível, se forem adotadas determinadas medidas, os sintomas da doença podem ser atenuados e a sua evolução pode ser retardada. Uma das medidas que se crê ser cada vez mais importante é a prescrição de uma dieta específica para problemas renais. Existem também certos medicamentos que podem ajudar a melhorar a função renal e assim controlar os sintomas do animal.


COM APENAS 3 KCAL/UNIDADE, IDEAL PARA CACHORROS E CÃES ADULTOSCom Royal Canin Educ, pode ajudar na formação e educação do seu cão sem exagerar na percentagem de calorias.Os biscoitos Educ, são uma combinação de calorias limitadas (menos de 3 kcal/unidade) e uma ótima palatabilidade. Recomendados para uso durante o treinamento do seu pet, bebés ou adultos.Habitualmente temos tendência para dar "miminhos" pouco saudáveis, muito calóricos e prejudicial aos nossos cães.Royal Canin Educ é um prémio, que deixará o seu cão feliz e saudável em partes iguais!Para além de serem bastante saudáveis e hipocalóricos, contêm altos níveis de vitaminas E e C, que ajudam a manter a função das células a nível antioxidante. Juntamente com isso, a forma inovadora dos doces Educ são uma ótima maneira de as nossas crianças e jovens premiarem os nossos companheiros.Tamanho real do biscoito:
Ingredientes: Tapioca, (selecionado pela sua proteína de alta assimilação) glúten de trigo, farinha de trigo, fibras vegetais, proteína animal, mineral.
Análise média: Proteína 20%, 1% gordura, 15% de humidade, 1,9% de fibra, fibra dietética 4,7%, 2,3%, minerais de 59,8% do ELN, vitamina A (UI7kg) 4000, 0,03% de cálcio, fósforo 0,1% 0,4% sódio, cloreto de 0,95%, potássio 0,6%, 0,02%, cobre (mg/kg) 3 mg, ferro (mg/kg) 28, manganês (mg/kg) 13, zinco (mg/kg) 22, vitamina E (mg/kg) 500, vitamina C (mg/kg) 200.
Saquetas com 50g.



Segundo a Meteorologia portuguesa, os próximos dias serão de "bater o dente", estarão os nossos animais preparados para o frio? Ou estão em risco de hipotermia?
A hipotermia ocorre quando o corpo de um animal perde a capacidade de manter a temperatura normal, havendo uma diminuição excessiva da mesma. É uma condição médica grave, uma vez que provoca má função do sistema nervoso central, afecta o fluxo sanguíneo cardiovascular, respiratório e o sistema imunitário. Um batimento cardíaco irregular, a dificuldade em respirar, e a diminuição da consciência podem levar rapidamente à morte do animal.
NOTA: OS GATOS TOLERAM A HIPERTERMIA MAS FICAM HIPOTÉRMICOS FACILMENTE!
A temperatura normal em gatos e cães varia entre 37,8-39ºC. A hipotermia é mais provável de ocorrer quando o animal está molhado, exposto a temperaturas frias, em caso de choque, após exposição a anestésicos e em animais recém-nascidos.
Quais são os sinais de hipotermia?
Os principais sinais de hipotermia incluem: Diminuição da temperatura rectal e a nível das orelhas e almofadinhas dos membrosTremores - para tentar gerar e recuperar o calor perdido, aumentando o metabolismo do corpoFraquezaApatia - o animal não reage a estímulos externosSonolênciaRespiração lenta e superficialBatimento cardíaco lentoColapsoComa Pode ocorrer morte caso não se reverta rapidamente a hipotermia!
Como reverter a hipotermia? O objetivo no combate à hipotermia é recuperar a temperatura do animal lentamente. Se o animal estiver alerta, aumente a temperatura corporal usando mantas e cobertores e coloque-o num quarto aquecido. Ao aplicar uma fonte de calor tais como bolsas de água quente, garrafas quentes etc, envolva-os SEMPRE em toalhas ou mantas pois em contacto directo com a pele podem provocar queimaduras. Se o animal estiver molhado, seque-o com um secador de cabelo mantendo uma distância de cerca de 15 centímetros entre o secador e o animal.ATENÇÃO! Casos moderados/graves de hipotermia requerem atenção veterinária IMEDIATA. No caminho para a clínica ou hospital cubra o seu pet com um cobertor quente e mantenha o aquecedor do carro ligado. O seu médico veterinário terá outras "armas" para combater a hipotermia através de aplicação de um catéter venoso e administração de fluidos intravenosos aquecidos, ventilação com ar aquecido e oxigénio, recorrendo ao uso de manta de aquecimento e fármacos consoante os sintomas apresentados.
A nossa clínica tem mantas de aquecimento especialmente desenvolvidas para uso veterinário e outros meios para uso diário, a fim de evitar hipotermia durante a anestesia e sempre que a situação do animal justifique a utilização desses meios.
Como prevenir a hipotermia Evite deixar o seu animal ao ar livre nos meses mais frios. Se o seu cão/gato tem acesso ao exterior, forneça abrigos e camas isoladas, evitando que se deitem no chão. Os animais mais velhos e mais jovens são mais suscetíveis à hipotermia, por isso, se tiver por exemplo um gato mais velho que tem vivido fora, tente incentivá-lo a passar mais tempo dentro de casa, especialmente durante os meses mais frios.Hoje em dia existem imensas opções de casaquinhos e fatinhos ao dispôr dos nossos amiguinhos de 4 patas, basta escolher algo útil, fofinho e quentinho!
Hiperadrenocorticismo
Sabia que por vezes alguns problemas podem ser mascarados pelos nossos animais de estimação? Por exemplo... uma doença de pele pode não ser uma simples doença de pele e ser sinal de algo mais complicado!
O hiperadrenocorticismo (ou síndrome de cushing) é uma doença endócrina que pode também ter efeitos na pele do animal. Pode ser algo difícil de diagnosticar uma vez que leva a diversos sinais clínicos e anomalidades bioquímicas que resultam de exposição crónica a um excesso de corticóides.
As glândulas que produzem os corticoides são as adrenais que, por sua vez, recebem "ordens" da hipófise. Esta doença pode aparecer devido a massas tanto nas adrenais como na hipófise, ou mesmo por tratamento continuado por glucocorticoides orais.
As raças predispostas são o caniche, yorkshire, labrador, golden retriever e rottweiler.
Os sintomas iniciais são o aumento do apetite pela
ação anti-insulinica que o cortisol promove. Os tecidos não vão receber glucose
suficiente e vai ser percebido pelo cérebro que o animal tem fome. Outros
sinais iniciais são o aumento de ingestão de água e a micção em grande
quantidade, pois o cortisol em excesso vai inibir a hormona anti-diurética e
altera a taxa de filtração renal.
O fígado aumenta pela acumulação de gordura e poderá comprimir o diafragma causando dificuldades respiratórias. Há atrofia muscular, primeiro de membros posteriores e depois anteriores, pelo aumento do catabolismo proteico e é comum em consequência disso a ruptura de ligamentos e luxação de patela.
Há alterações na pele também como alopécia (falta de pêlo), a pele fica fina (deixando ver as veias e artérias) e sem elasticidade. Aparecem bastantes comedões (pontos negros) e pode haver calcinose cutis (acumulação de cálcio, caspa). Pode aparecer infecções bacterianas e fúngicas secundárias.
Frequentemente os animais têm hipertensão que pode levar a hemorragia intra-ocular, descolamento de retina, insuficiência cardíaca e problemas renais. Pode haver sinais de sistema nervoso central como apatia, anorexia, desorientação e alterações de comportamento.
O diagnóstico de hiperadrenocorticismo pode ser difícil e deve ser sempre feito por um médico veterinário. Podem ser necessários testes para provar que o seu animal tem a doença e, como há predisposição para surgir complicações, pode haver outras doenças associadas.
A maioria dos problemas pode ter solução se diagnosticados em tempo útil, permitindo manter a qualidade de vida dos nossos companheiros. Assim, deve ser realizada uma consulta de check-up no mínimo anualmente de modo a identificar possíveis patologias.
Venha informar-se connosco acerca desta doença e saber se o seu animal se enquadra nestes sintomas! Não deixe que a doença se agrave para ser diagnosticada!
Como cuidar dos amigos de 4 patas
s animais sempre foram utilizados na vida do Homem, seja como ferramenta, para trabalhos pesados, como meio de transporte ou companhia.